E agora?
Sou principiante nestas andanças!...
Brisa na seara! Porquê?!!!
Recordações de outros tempos?!...
...de dias quentes, das espigas ondulantes, como mares calmos, serenos, embalando sonhos...
...de raparigas trigueiras, alegres e espigadotas, sedutoras e provocadoras transbordando sensualidade...
...do vermelho do céu, constratando com o cinzento dos montes reflexo da noite que se aproximava ao som do piar do mocho/coruja e do barulho da água do riacho que se esgueirava entre os penedos...
...uma noite de silêncios profundos... o som do silêncio...
...adivinhando um amanhecer bem cedo, antecipando o calor do verão, um amanhecer transparente, cheio de luz, de labuta, de raparigas trigueiras, de canções, entoadas nos vales, ecoando nos montes...
...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Olá Brisa na Seara
ResponderEliminarParabéns pelo teu Blog. Força e bons posts.
Deixas-te um Posto no meu Blog, mas não sei quêm és. Podes identificar-te por favor?
Beijos
João
AS Brisas na Seara dão uma tonalidade de frescura, lembra um tempo de grandes amizades, bons tempos ao ar livre, que hoje não acontecem...a juventude encurrala-se nos bares diurnos, frente a um ecrã e nele fixa os sentidos, não dando largas à imaginação ao sabor da natureza....
ResponderEliminarÉ verdade!
ResponderEliminarLemra-me o tempo de "garoto" em que eu calcorreava os caminhos, as veredas, através dos socalcos, entre os campos de milho, as searas de trigo, centeio... que o meu avô e um pequeno grupo amanhava de sol a sol...
O cantar das "moças", coradas pelo sol, apesar dos chapéus de palha, ardentes e de peitos ofegantes ao ritmo do bater da enchada, do levantar dos molhos...
Frescas e esbeltas, de pés na água das "levadas" que conduziam à rega dos campos...
O regresso a casa, ao entardecer, com o sol já a esconder-se por detrás dos montes, em amena cavaqueira, de corpo cansado mas de espírito leve, alegre, e o sentimento do dever cumprido...
Amanhã, seria outro dia...
Sul de Portugal?
ResponderEliminarSearas ondulantes, sensualidade campestre, o passado de bonito viver sadio, num tempo ultrapassado pelo cinzento da era digital...pena o que se perdeu da natureza simples!Bem, ganhou-se a memória...
Não! Centro de Portugal.
ResponderEliminarAs memórias, sim! Fazem parte da vida... A vida que também hoje se constrói, dia a dia, e que amanhã serão, também, memórias...
...que serão, igualmente, recordações gratificantes, umas atrás dos monitores dos computadores, outras, em frente a olhos bonitos ou, pelo menos, transparentes...
...nunca é tarde para recuperar, quando se perdeu, o viver bonito e sadio...
...as tertúlias com os amigos, as reflexões e discussões que, podendo ser divergentes, são construtivas e sinceras...
É assim, a amizade!
Um óptimo dia!
Recordar é viver...um "cliché" que encaixa neste caso muito bem. Aliás, que faz parte do preenchimento dos momentos da vida de todos nós, sobretudo porque a nossa memória é selectiva.Assim, temos o dom de reviver o que desejamos, de "varrer" do pensamento o que nos feriu outrora.Mas, ter com quem partilhar algumas dessas memórias, sem rosto, mas cm alma é bom, sem dúvida!!!!
ResponderEliminarFaz falta a escrita de mais texto....a inspiração volta, quando nos deixamos ir.....
ResponderEliminarE mais ???? toca a escrever....
ResponderEliminar